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Pós-ecdise em Aetalionid
Aetalion cf. reticulatum
-20.2519, -40.4187
Field Notes
Description:
Aetalionidae emerging from exuviae. Pós-ecdise
Notes:
Consegui o registro de Aetalion cf. reticulatum emergindo da exúvia (Exúvia é o nome do exoesqueleto quitinoso de artrópodes deixado quando realizam uma muda) para vida adulta. Percebo que a muda é um momento extremamente delicado para os Ecdysozoa. Em Aetalion cf. reticulatum são momentos cruciais. Se algo der errado, ele pode ficar com as asas danificadas, pode ficar preso à exúvia ou ainda, perder as pernas. As asas "desenrolam" aos poucos e a cor muda de rosa claro ou branco para castanho escuro com listras, na última pós-ecdise (Fase logo após a muda, caracterizada pelo crescimento do animal e pelo gradual endurecimento do novo esqueleto).
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Pelas minhas obervações, normalmente, quando esse inseto entra em processo de muda, ele se afasta dos outros insetos do seu grupo, para não ser perturbado ou tocado, suponho (Pró-ecdise: fase anterior à muda, compreendendo toda a fase preparatória. ). A ecdise acontece preferencialmente pela manhã, antes que os raios solares atinjam a planta hospedeira. Suponho que, a exposição direita ao sol seja bastante prejudicial, a ninfa pode morrer antes de concluir o processo, ou ter problemas para esticar as asas.
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A espécie que está nessas fotos, foi transferida da planta hospedeira para uma folha de Boraginaceae, para que eu pudesse fotografá-la, uma vez que eles estavam aglomerados em um galho fora do alcance da minha câmera, 3 metros acima.
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Informações sobre ecdise (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ecdise):
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Ecdise ou muda é processo de mudança do exosqueleto nos animais que apresentam este modo de crescimento e que, por esse motivo, foram agrupados num clade denominado Ecdysozoa. O processo da ecdise nos Ecdysozoa é controlado por hormonas chamadas ecdisteróides. A capacidade de mudar o exosqueleto é uma estratégia evolutiva com várias vantagens. Em primeiro lugar, um exosqueleto não mineralizado é mais leve e exige menos energia a formar-se. A possibilidade de mudar a “pele” permite-lhes também mudarem de forma, as metamorfoses que permitem que o animal se adapte a novos ambientes. A seguir à muda, o animal apresenta um exosqueleto mole durante algum tempo (que depende da espécie e do tamanho do indivíduo).
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A quantidade de mudas varia de acordo com a espécie. O seu controle é neuro-hormonal. O sistema nervoso produz neuro-secreções que estimulam certos órgãos, a produzirem e liberarem o hormônio ecdisona; a ecdisona estimula as células do epitélio a iniciarem o processo de muda. Esse processo é iniciado na linha de muda. O esqueleto é rompido pela pressão exercida pelo corpo do animal, que absorve água e incha.
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Podem-se distinguir quatro fases de muda:
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Pró-ecdise: fase anterior à muda, compreendendo toda a fase preparatória.
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Ecdise: rompimento e liberação do esqueleto antigo; é a muda propriamente dita.
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Pós-ecdise: fase logo após a muda, caracterizada pelo crescimento do animal e pelo gradual endurecimento do novo esqueleto.
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Intermuda: período entre as mudas, em que o animal faz reservas alimentares, em seus tecidos, preparando-se para a próxima muda.
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