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Biguá(Neotropic Cormorant)

Phalacrocorax brasilianus

Photo by Jardel Prado
Published on Project Noah
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NominateNominate for Wildlife Photograph of the Month
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-20.1149, -44.5437

Field Notes

Description:

O biguá (Phalacrocorax brasilianus) é uma ave suliforme da família Phalacrocoracidae. Ave aquática, mergulha em busca de peixes e permanece um bom tempo debaixo d'água, indo aparecer de novo bem lá na frente, mostrando apenas o pescoço para fora d'água. Para facilitar seus mergulhos, suas penas ficam completamente encharcadas, eliminando o ar que fica entre as penas e dificulta os mergulhos. Para secá-las é comum vê-los pousados com as asas abertas ao vento. Quase sempre visto em grandes bandos voando próximo d'água, em formação em “V”. Quando voam se assemelham a patos, sendo às vezes considerados como tais equivocadamente.
Também são conhecidas pelos nomes de biguá-una, imbiuá, mergulhão, miuá e pata-d'água. Por ser inteiramente negro, recebe o nome comum, também , de corvo-marinho.
Mede 58 a 73 cm, peso de 1,2 a 1.4 kg, envergadura de 100 a 102 cm. Ave preta com saco gular amarelo. Possui pescoço longo, cabeça pequena, bico cinzento amarelado longo e fino, sendo que a ponta da maxila termina em forma de gancho. Íris azuis, pernas e pés pretos. Na época da reprodução apresentam penas brancas beirando a garganta nua e com tufos brancos atrás das regiões auriculares. Imaturo, cor de fuligem ou marrom-escuro.

Habitat:

Vivem em águas interiores e na orla marítima, também ocorrendo em rios, lagos, banhados, açudes, represas, estuários, manguezais e nas cidades em parques com lagoas. Não se afastam da costa para se aventurarem no mar, mas voam para ilhas próxima à costa, podendo aí nidificar. Não possuem glândula uropigiana, encharcando totalmente sua plumagem para aumentar o peso e facilitar os mergulhos. Quando saem da água, secam sua plumagem abrindo a cauda e as asas ao sol, ofegando de bico aberto, por vezes revelando seu saco gular amarelo. Descansam pousados na beira d’água, sobre pedras, árvores, estacas ou mesmo sobre cabos. Empoleirado em um só pé, coça o píleo com as unhas, de forma cômica. Dormem em árvores ressequidas, ao lado de garças, nos manguezais ou em sarandizais. Devido suas fezes serem ácidas, podem danificar árvores, mas adubam a água, favorecendo a manutenção das populações de peixes, e assim atraindo outras aves para se alimentar. São desajeitados em terra, andando de maneira gingada, mas são exímios nadadores e mergulhadores utilizando seus pés com membranas interdigitais natatórias como propulsores. Quando voam se assemelham a patos, sendo às vezes considerados como tais equivocadamente e quando em bando, muitas vezes voam em formação em V. Mergulha em busca de peixes e permanece um bom tempo debaixo d'água, indo aparecer de novo bem lá na frente, mostrando apenas o pescoço para fora d'água. Para facilitar seus mergulhos, suas penas ficam completamente encharcadas, eliminando o ar que fica entre as penas e dificulta os mergulhos. Para secá-las é comum vê-los pousados com as asas abertas ao vento. Fora da época de reprodução, são geralmente solitários. Vivem até aos 12 anos em estado selvagem.

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